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A Estratégia do Google Para a Expansão do SEM

Férias, finalmente! Estava realmente precisando de alguns dias de descanso de verdade. Só agora conseguirei colocar o blog em dia 🙂

Bem, a esta altura do campeonato, você já deve ter visto pipocar pela Web a nova investida do Google para impulsionar o mercado de search engine marketing. Os inovadores de Mountain View deslancharam um desafio online que consiste em mobilizar universidades e escolas em todo o mundo para o exercício criativo e estratégico do fantástico e bilionário mundo do SEM (leia-se Google AdWords).

O Google parece estar em uma fase de maturação em relação ao modelo de links patrocinados. Temos visto os seus avanços na área da mobilidade, a expansão da sua gama de serviços para incremento de inventário publicitário e o seu constante engajamento para a inovação. Tudo isso, somado à mais nova tática para atingir um público acadêmico, tem coerência total com o seu real modelo de negócio.

Ora, estamos falando de uma empresa que oferece alguns dos mais inovadores produtos da Web, utilizados por milhões de internautas sem que eles tenham de colocar a mão no bolso. A publicidade paga a conta, através dos anúncios baseados em contexto.

O desafio lançado para estudantes e instituições de ensino visa justamente tornar o AdWords mais conhecido e difundí-lo como plataforma padrão deste tipo de publicidade. Ao realizar uma ação como essa, o Google mira o futuro do AdWords e a sua participação hegemônica no mercado de SEM, sobretudo nestes tempos de barulho do lado da concorrência.

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Yahoo! Testando Delicious Em Resultados de Busca

Desde a última semana, o Yahoo! tem testado o uso de informações de bookmarks do del.icio.us em resultados da busca orgânica, apostando na tendência de conteúdo gerado pelo usuário na apresentação das páginas mais relevantes. Tal recurso oferece ao usuário de busca mais um fator de utilidade para determinar o seu interesse por um dos itens apresentados pelo buscador.

Yahoo Exibe Bookmarks do del.icio.us

Particularmente, acho que é um avanço positivo que pode prover grandes insights ao Yahoo! no refinamento do seu algoritmo de busca. A entrada de conteúdo gerado pelo usuário no produto mais popular da empresa faz eco à sua aposta nesse mercado, após o sucesso do ótimo Yahoo! Answers, que tem uma versão tupiniquim chamada Yahoo! Respostas.

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Busca Local e Busca Vertical

O Search Engine Journal divulgou hoje a abertura da abrangência do serviço de busca local Grayboxx para todo o território norte-americano. Seu curioso sistema consiste em identificar automaticamente milhões de transações realizadas em estabelecimentos comerciais todos os dias nos Estados Unidos para classificar os resultados de busca de acordo com um critério de popularidade de indicações ou recomendações.

A idéia é ótima, mas a usabilidade do site me parece um problema, principalmente pelo uso desnecessário de layers sobre o conteúdo para a exibição dos detalhes. Outro problema é a carência de informações e reviews sobre os estabelecimentos mesmo em buscas simples como “restaurant” em Nova York. Ainda fico com o CitySearch.

Outro assunto que gostaria de destacar hoje aqui é um artigo de Sramana Mitra no GigaOM sobre o calcanhar de Aquiles do Google. Trata-se da difusão das buscas verticais ou especializadas nos Estados Unidos e a tendência de crescimento desse mercado, o que pode roubar um bom pedaço do market share de gigantes da busca como a empresa de Mountain View. Sramana enfatiza o exemplo dos sites de busca de emprego, como o SimplyHired, o Dice, o Indeed e, claro, o LinkedIn.

Boa, hagah! 😉

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Eye Tracking versus Mouse Tracking

Os mais ligados em usabilidade para a Web já devem ter, pelo menos, ouvido falar sobre o “eye tracking”, uma técnica utilizada para testes de usabilidade de sites, mas não restrita apenas a isso. Na verdade, a sua história vem do século 19 com os primeiros estudos do movimento dos olhos humanos. Mas o meu papo aqui é sobre internet mesmo.

A vantagem de se analisar o movimento dos olhos de um usuário durante a navegação em um site é entender cientificamente o reflexo involuntário do seu cérebro ao ser apresentado a um conjunto de informações visuais. Através do eye tracking, podemos identificar focos de atração na página Web, elementos que conduzem o “escaneamento” do seu conteúdo.

A imagem abaixo mostra um “heatmap” baseado no eye tracking de uma página:

Heatmap de um caso de eye tracking

Fica clara a tendência de concentração dos olhos dos usuários nos primeiros parágrafos de conteúdo da página formando o famoso “F” apontado por Nielsen. Mas preste atenção no poder da primeira lista de itens. Diversos estudos já comprovaram a eficácia das “bulleted lists” na leitura das páginas de internet, tanto que hoje figuram em diversos artigos e publicações sobre webwriting.

Embora hoje seja um método científico bastante difundido e eficaz para a análise do comportamento do usuário, o eye tracking não é a única forma visual de se estudar a interação em um site. Outra técnica que tem conquistado espaço é o mouse tracking, que consiste na gravação do movimento do cursor do mouse durante a navegação em um site. Tão simples assim.

Em um primeiro momento, o mouse tracking pode até parecer inútil se comparado ao eye tracking, mas a verdade é que os dois funcionam muito bem juntos. Se por um lado eu sei para onde o internauta está olhando, o movimento do cursor do mouse agrega uma informação muito relevante para a análise da sua interação. Veja o vídeo abaixo com um exemplo de aplicação das duas técnicas:

O exemplo acima mostra os momentos em que há uma sincronia entre os olhos e o mouse e quando ambos divergem. Analisando mais profundamente, você perceberá que a qualquer oportunidade ou intenção do usuário para clicar, a tendência é que o cursor do mouse se aproxime do ponto onde os olhos estão fixados. Onde não há potencial para o clique, cursor e olhos divergem.

Há pouco tempo, fiquei sabendo de uma ferramenta gratuita de mouse tracking através de uma designer de interface que trabalha no mesmo núcleo de projetos que eu no Grupo RBS. Trata-se do RobotReplay e existem alguns vídeos demonstrativos bem interessantes em seu site oficial. Ainda não tive a oportunidade de testá-lo, mas ele está definitivamente na minha “to-do list” 🙂

E você? Já testou o mouse tracking?

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Search 2007: O Que Aprendemos

2008 chegou. É hora de olhar para 2007 e projetar o novo ano com base nos erros e acertos do ano passado.

Para a indústria da busca, tivemos um ano especialmente peculiar. A busca universal do Google mudou a forma como as páginas de resultados (SERPs) são exibidas na nossa tela. Logo depois, o Ask.com apareceu com seus resultados mistos dispostos em 3 colunas, o chamado Ask3D. E o Yahoo!, em outubro, lançou a sua “blended search“, também seguindo os passos do principal rival.

Do lado das redes sociais, tivemos algumas adições interessantes no “buscaverso”. O Mahalo e o esperado Wikia Search (prometido para a próxima semana) aproveitam as características de colaboração da Web 2.0 e as aplicam no conceito de busca. Além disso, com a expansão do universo das redes sociais, sites como Wikipedia, Facebook, Del.icio.us e similares passaram a ser a nova coqueluche dos search marketers por serem instrumentos de rápida propagação de “votos” para os algoritmos de buscadores.

Uma crise no mundo de SEO colocou em dúvida o futuro da função em decorrência das últimas mudanças nos principais sites de busca. Busca personalizada, busca universal e o fortalecimento dos links externos na avaliação dos algoritmos responsáveis pelos cálculos das buscas estão tirando, cada vez mais, o controle das mãos dos otimizadores. Seria o momento de começarmos a pensar mais em marketing online ao invés de pensar apenas em search marketing?

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Internet 3G, Vírus Social e Árvores de Natal

De volta da serra após uma noite de tempestades lá em cima das montanhas, estou em dívida com os migloggers para descrever como foi a minha mais recente e derradeira experiência com a banda larga do Claro 3G para laptops. Uma droga! Perdão pela forma que estou colocando. Na verdade, nem trata-se de uma avaliação da tecnologia 3G em si, uma vez que Veranópolis e a serra gaúcha como um todo ainda não fazem parte da cobertura de terceira geração. Mas a rede GSM, infelizmente, não deu conta no local onde passei o meu Natal 😦

Completando, então, o meu quadro de testes da recepção do Claro 3G, estou assim:

Porto Alegre – ruim
Capão da Canoa* (litoral norte do RS) – boa
São Paulo – muito boa
Veranópolis* (serra gaúcha) – muito ruim

*GSM

A recepção do sinal 3G tem melhorado aos poucos aqui em Porto Alegre, mas mantenho a avaliação anterior devido à instabilidade que ainda tenho percebido. Considerando que é 3G, espera-se, no mínimo, acessibilidade permanente e velocidade estável, como a experiência que tive em São Paulo recentemente. Caso isso mude (para melhor, eu espero), certamente voltarei a postar aqui um update da minha avaliação, afinal, temos que ser justos, certo? 😉

Bom, agora que o especial do Roberto Carlos já acabou e muitos de nós já acompanhamos a trajetória do Papai Noel pelo YouTube ou pelo Google Maps/Earth neste Natal, está na hora de voltarmos a cair na real, pelo menos por mais alguns dias até que 2008 não nos arrebate de vez.

Vírus Social

Este Natal foi particularmente curioso para a rede social mais difundida no Brasil: o Orkut. Um blogueiro auto-denominado RodLac descobriu uma vulnerabilidade no sistema do Google e resolveu fazer uma “brincadeira” espalhando um vírus “benigno” pelo Orkut. A idéia inicial era divulgar o seu próprio blog, mas o rapaz desistiu da idéia temendo que isso pudesse sujar a sua imagem. A equipe responsável pelo Orkut já corrigiu o problema e, até onde se sabe, o Google não o contratou. Tsc, tsc, tsc…

Árvores de Natal

Outra coisa relacionada a Natal mas que nada tem a ver com ele (entende?), é uma nova opção de interface de resultados de busca que parece ser o novo Tsunami, isto é, a onda do momento. A Microsoft já andou testando uma interface alternativa para o Tafiti, sua busca experimental totalmente baseada em Silverlight.

O resultado é uma experiência, no mínimo, interessante na navegação por resultados de busca e no seu refinamento. Mas o que mais me chamou a atenção foi a presença de uma “tree view” para visualizar a query da Web. É bom lembrar que, recentemente, o YouTube adicionou um modelo de navegação por vídeos relacionados muito semelhante em seu player. Apesar de não ter o formato literal de árvore, o conceito de hierarquias de relevância e conexão é o mesmo:

Tree View do YouTube e do Tafiti

Ah, sim… Bem atrasado, mas… Feliz Natal a todos os migloggers! 🙂

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Seth Godin Antes dos Nossos Comerciais

Vivemos em um mundo de muitas opções e pouco tempo para, de fato, pensar nelas. Uma escolha óbvia tende a ser ignorar o que é comum, banal. Ainda assim, muitas empresas ainda apostam no que é apenas bom, ao invés de pensar no que é marcante.

Neste vídeo de 17 minutos, o guru do marketing Seth Godin explica por que, quando se trata de chamar a nossa atenção, idéias ruins ou bizarras têm mais potencial de sucesso do que as comuns ou, digamos assim, chatas. Ele também sugere que os “early adopters”, e não a curva ascendente do mainstream, são o novo “sweet spot” do mercado.

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