Archive for Inovação

MacBook Air: O Novo Filho da Apple

Todo lançamento de Steve Jobs é motivo de interesse dos entusiastas por tecnologia e, em casos mais graves da doença chamada “macmania”, de louvores. O seu mais novo PC não poderia ser diferente. E, claro, o design é de babar.

Lançado na mundialmente famosa Macworld Conference & Expo 2008, berço do já super-idolatrado iPhone, o igualmente sexy MacBook Air nada mais é do que um notebook. Mas não é um simples notebook! Trata-se do mais fino do mundo, com características tão ousadas que nos faz questionar o seu sucesso.

O computador aposta nas conexões wireless com dispositivos periféricos e, portanto, não oferece drive de CD, por exemplo. Isso explica a espessura. Mas veja como o teclado e o touchpad (multi-touch na veia!) parecem infinitamente mais confortáveis no MacBook Air:

É, preciso acabar logo com esse preconceito idiota de Mac e me render de vez ao mundo fantástico de Jobs 🙂

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Google Earth: O Mundo Na Ponta dos Dedos

O blog Google Operating System acabou de divulgar um aplicativo, denominado touchEarth, desenvolvido por Pawel Solyga a partir de uma API, que permite o controle do Google Earth através dos dedos em uma interface touchscreen.

Veja uma demonstração no vídeo abaixo:

Muito bacana, né? O mais interessante é o reconhecimento de mais de um ponto de toque (“multi-touch”). Lembra bastante o modelo utilizado pela Microsoft para o fantástico Surface.

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Eye Tracking versus Mouse Tracking

Os mais ligados em usabilidade para a Web já devem ter, pelo menos, ouvido falar sobre o “eye tracking”, uma técnica utilizada para testes de usabilidade de sites, mas não restrita apenas a isso. Na verdade, a sua história vem do século 19 com os primeiros estudos do movimento dos olhos humanos. Mas o meu papo aqui é sobre internet mesmo.

A vantagem de se analisar o movimento dos olhos de um usuário durante a navegação em um site é entender cientificamente o reflexo involuntário do seu cérebro ao ser apresentado a um conjunto de informações visuais. Através do eye tracking, podemos identificar focos de atração na página Web, elementos que conduzem o “escaneamento” do seu conteúdo.

A imagem abaixo mostra um “heatmap” baseado no eye tracking de uma página:

Heatmap de um caso de eye tracking

Fica clara a tendência de concentração dos olhos dos usuários nos primeiros parágrafos de conteúdo da página formando o famoso “F” apontado por Nielsen. Mas preste atenção no poder da primeira lista de itens. Diversos estudos já comprovaram a eficácia das “bulleted lists” na leitura das páginas de internet, tanto que hoje figuram em diversos artigos e publicações sobre webwriting.

Embora hoje seja um método científico bastante difundido e eficaz para a análise do comportamento do usuário, o eye tracking não é a única forma visual de se estudar a interação em um site. Outra técnica que tem conquistado espaço é o mouse tracking, que consiste na gravação do movimento do cursor do mouse durante a navegação em um site. Tão simples assim.

Em um primeiro momento, o mouse tracking pode até parecer inútil se comparado ao eye tracking, mas a verdade é que os dois funcionam muito bem juntos. Se por um lado eu sei para onde o internauta está olhando, o movimento do cursor do mouse agrega uma informação muito relevante para a análise da sua interação. Veja o vídeo abaixo com um exemplo de aplicação das duas técnicas:

O exemplo acima mostra os momentos em que há uma sincronia entre os olhos e o mouse e quando ambos divergem. Analisando mais profundamente, você perceberá que a qualquer oportunidade ou intenção do usuário para clicar, a tendência é que o cursor do mouse se aproxime do ponto onde os olhos estão fixados. Onde não há potencial para o clique, cursor e olhos divergem.

Há pouco tempo, fiquei sabendo de uma ferramenta gratuita de mouse tracking através de uma designer de interface que trabalha no mesmo núcleo de projetos que eu no Grupo RBS. Trata-se do RobotReplay e existem alguns vídeos demonstrativos bem interessantes em seu site oficial. Ainda não tive a oportunidade de testá-lo, mas ele está definitivamente na minha “to-do list” 🙂

E você? Já testou o mouse tracking?

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Seth Godin Antes dos Nossos Comerciais

Vivemos em um mundo de muitas opções e pouco tempo para, de fato, pensar nelas. Uma escolha óbvia tende a ser ignorar o que é comum, banal. Ainda assim, muitas empresas ainda apostam no que é apenas bom, ao invés de pensar no que é marcante.

Neste vídeo de 17 minutos, o guru do marketing Seth Godin explica por que, quando se trata de chamar a nossa atenção, idéias ruins ou bizarras têm mais potencial de sucesso do que as comuns ou, digamos assim, chatas. Ele também sugere que os “early adopters”, e não a curva ascendente do mainstream, são o novo “sweet spot” do mercado.

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Google x Nokia: Quem Ganha Esse Jogo?

Finalmente consegui colocar uma parte das minhas leituras em dia. Aliás, a matéria sobre a Nokia na Época Negócios de outubro está excelente! Sem falar que a edição é um prato cheio para pessoas que, como eu, apreciam a inovação.

Nova geração de celularesLendo a reportagem, me dei conta do quão gigante é esse mercado da telefonia móvel e, principalmente, o quanto ele ainda vai crescer com as últimas grandes iniciativas na área (leia-se iPhone e Android). A Nokia, até então líder absoluta no mundo inteiro (supera as vendas de Motorola, Samsung e Sony Ericsson juntas), agora pode ter um concorrente de fibra na disputa de um mercado bilionário.

O Android não representa exatamente todos os esforços do Google nesse “novo” ramo para a companhia. Segundo o jornal The Wall Street Journal, Mountain View já está servindo como base para testes de uma “rede sem fio avançada” instalada em pleno Googleplex. E isso não é tudo. Os meninos estariam destinando nada menos do que US$ 4,6 bilhões para iniciar a oferta de telefonia e serviços em redes sem fio em nível nacional nos EUA.

Já em Helsinque, na Finlândia, OPK (Olli-Pekka Kallasvuo, o magnata por trás da Nokia) prepara o contra-ataque adquirindo companhias de internet, uma distribuidora de música online e até uma pequena companhia alemã de software de navegação com GPS. Ele já tem a sua rede sem fio. Seus celulares já vendem como água, ou talvez até mais (13 por segundo). E o melhor de tudo: a Nokia é uma empresa realmente inovadora. Nasceu como um moinho de papel à beira de um rio no sudoeste da Finlândia e se tornou um líder global em telecomunicações.

Por outro lado, Google também é sinônimo de inovação, sabemos bem disso. E aí? Quem será que ganha esse jogo de gigantes? E não vale dizer que é a Apple 😛

Em tempo: como diria o Roger Lerina, caiu como uma bomba aqui. Gokul Rajaram, um dos criadores do AdSense, deixou o Google no último dia 2 de Novembro. E parece que o cara está saindo para fundar a sua própria startup. Hummmm…

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